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 1° ARCO: ÁTILA - CAPÍTULO 1: As Garras do Destino Negro

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MensagemAssunto: 1° ARCO: ÁTILA - CAPÍTULO 1: As Garras do Destino Negro   Sex Maio 27, 2016 9:39 pm









— Vou dar o fora daqui! Esse uivo não é de um lobisomem normal — o portuga se preparou para correr; Ezequiel se colocou na frente para impedir, mas Luís, habilmente, saltou sobre a cabeça do gaúcho e sumiu no meio da noite.
— Caralhoooo! Cês viram o que ele fez? — indagou Wander, impressionado.
— Pessoal, tô começando a ficar bolado com essas porras. Um uivo estranho pra caralho, um cara que pula feito uma lebre e uma conversa sobre vampiros? Acho melhor procurarmos uma trilha pra darmos o fora dessa floresta logo — disse um preocupado Daniel.
— Ah, tá louco, Daniel? Caiu na história do portuga? — ridicularizou Edu.
Antes que o carioca pudesse se defender, outro uivo, daquela vez mais próximo e mais sinistro se fez ouvir.
— Ei, valeu, galera — Matheus começou a se afastar.
Um som de mato se afastando os deixou ainda mais inquietos. Parecia que sairia algum vampiro sanguinário que os drenaria ali mesmo. No entanto, o que saiu foi um lobo-guará assustado.
— Bah, tá louco! Que susto do caralho — xingou Adir.
O animal ia cruzar a frente deles, mas acabou voltando, sem saber ao certo a direção por onde ir.
— O uivo era desse lobo-guará de merda, gurizada — Lukas vibrou.
Contudo, alguns segundos depois de ter adentrado na espessa floresta, o animal começou a ganir de medo. Aquilo chamou bastante a atenção de todos. Pouco depois, muito sangue jorrou e chegou até a bater neles. Fosse o que fosse que tinha acabado de estraçalhar o pobre bicho, não estava longe deles.
— Portuga covardeeeeeeeeee! Cadê você? — se exaltava Edu.
Uma sombra surgiu por trás dos arbustos, mas logo viram que não era o portuga.
— Pessoas... — disse o homem magro que tinha gotículas de sangue jorrando da boca.
Notaram ainda que o homem segurava a cabeça do lobo-guará. Os corações de todos aceleraram em um ritmo que julgavam não ser possível. Os dentes rangiam e o medo crescente da morte nunca antes foi presenciado com tamanha magnitude. Apenas um deles, inocentemente, parecia tão alheio que perguntou:
— Você também tá perdido como nós, fera? — era Matheus.
Bastou o homem exibir caninos bem maiores e mais afiados do que os de humanos normais para até ele se apavorar. O vampiro pegou a cabeça do animal que segurava e a lançou na direção do grupo de amigos, quase os acertando em cheio. Até o motorista que tentava, em vão, fazer o motor pegar, desistiu das tentativas e fez sinal da cruz. Foi o primeiro a correr.
— Não vão fugir! — os olhos azulados do vampiro cintilaram.
O motorista gordo e desajeitado tropeçou e caiu ao primeiro passo; os passageiros, totalmente despreocupados com ele e querendo salvar suas vidas, passaram por cima do obeso caído no chão, buscando cada qual sua salvação. O vampiro parou diante do indefeso gorducho e com apenas uma mão arrancou sua cabeça, jogando-a numa árvore e fazendo-a em pedaços como abóboras em noite de Halloween.
— Não me interessa sangue de diabético... — era muito mais rápido do que todos aqueles jovens patéticos.
Outro uivo, daquela vez sucedido de um grunhido amedrontador.
— Preciso liquidar os humanos antes que eu vire a presa.

Os amigos estavam pouco se importando uns com os outros naquela altura. Só queriam ver o sol nascer novamente. Vampiros não existiam, claro, mas o que era aquele rapaz? E os uivos? Seria possível que o português que se dizia mago falava a verdade?
Parecia que corriam em círculos. Ouviam sons o tempo todo. De animais, de insetos, de... monstros? Adir era o mais cansado entre eles.
— Pessoal, arf, arf, vamo dar uma pausa? — sentou-se em um tronco de árvore caído no meio do mato.
— Adir, vamo te deixar aí, véio! — ameaçou o preocupado Wander.
— Só preciso retomar o ar. Dois segundos — e respirava pesadamente.
Mas em menos tempo do que isso, os arbustos se abriram. Um animal enorme, de pelagem marrom, surgiu do meio deles, salivando e vendo Adir sentado a menos de um metro de si.
— Caralho, é um lobisomem — falou Ezequiel, começando a correr pro mais longe possível.
Antes que Adir pudesse se levantar para fugir, o lobisomem cravou os enormes dentes em seus ombros, puxando-o para ele. Com duas mordidas arrancou braço inteiro. Com Adir no chão gemendo o lobisomem arrancou a parte superior da face de Adir e o estripou como se o rapaz fosse feito de papel. O cadáver ficou espasmódico na relva fria enquanto o lobisomem ainda faminto foi atrás dos humanos que escaparam.
Daniel e Wander corriam mais do que as pernas aguentavam. Ver Adir ser estraçalhado foi mais do que podiam aguentar. Se separaram sem querer dos outros e agora lutavam pelas vidas. E ouviam os sons de pisadas violentas, cada vez mais próximas.
Edu e Ezequiel tentavam percorrer uma trilha que achavam que daria na estrada principal. Por mais egoístas que fossem, notaram que o lobisomem foi para o outro lado, perseguindo Daniel e os outros. Ele que morresse, desde que eles conseguissem sobreviver, até empurrariam os próprios amigos para ganhar alguns segundos na fuga.
— Edu, despistamos ele. Acho que podemos diminuir o ritmo um pouco, não?
Eduardo sorriu. Concordou com Zeq.
— Tem razão. — segurou os joelhos com as próprias mãos. — M... Meu Deus...
Olhava para além de Ezequiel, que estava sem entender por que Eduardo mudou da tranquilidade para o pânico total. Quando Zeq olhou para trás entendeu o porquê: era o vampiro! Os havia seguido até ali. Pegou Zeq pelo pescoço e sumiu por entre as árvores. Ezequiel suplicava pela ajuda de Edu até sumir da vista, mas o amigo já tinha fugido para mais longe, sem nem se preocupar com o destino do amigo de infância.

A noite infernal e o destino macabro daqueles amigos apenas havia começado.










CONTINUA

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MensagemAssunto: Re: 1° ARCO: ÁTILA - CAPÍTULO 1: As Garras do Destino Negro   Sex Maio 27, 2016 10:52 pm

Hahahaha alem de parecer que na historia fui o primeiro a ter medo e fugir como se não basta-se ainda dou saltos de lebre... kkkkkk muito bom


PS: se realmente eu sou um tipo de mago que já sabia sobre esse tipo de acontecimentos provavelmente eu já deveria estar habituado e não deveria fugir ou pelo menos fazer algo para ajudar os meus colegas mas quem sabe tenha sido algo que possa ter acontecido no passado que ainda precise superar e mais tarde venha a ter a coragem ou algo mais tudo depende do grande narrador Daniel e dos próximos capítulos ...
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MensagemAssunto: Re: 1° ARCO: ÁTILA - CAPÍTULO 1: As Garras do Destino Negro   Sab Maio 28, 2016 10:06 am

Hahaha, muito bom Daniel, galera desesperada pra viver, foda-se os outros.... Haueha o lobisomen meteu a piroca com vontade... Estripou até a alma...
PS:tenho mais medo de lobisomen do q das vapirinhas
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MensagemAssunto: Re: 1° ARCO: ÁTILA - CAPÍTULO 1: As Garras do Destino Negro   Sab Maio 28, 2016 8:12 pm

e pelo jeito do salto de coelho que eu dei tem algo estranho em mim que o Daniel ainda esta escondendo mas pode ser apenas um pressentimento meu adietando kkkkk
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MensagemAssunto: Re: 1° ARCO: ÁTILA - CAPÍTULO 1: As Garras do Destino Negro   Sab Maio 28, 2016 11:31 pm

Eita porra!!!! Pq eu fui parar... muito bom o capitulo quero só ver o que aconteceu comigo. Fico imaginando essa porra a hora q o vamp me pego, devo ter me cagado todo kķkkkk. Muito bom msm
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Eduardo
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MensagemAssunto: Re: 1° ARCO: ÁTILA - CAPÍTULO 1: As Garras do Destino Negro   Qui Jun 02, 2016 5:12 pm

Padrão a história Daniel!

Só fico me imaginando em tão boa forma para ficar correndo kkk

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MensagemAssunto: Re: 1° ARCO: ÁTILA - CAPÍTULO 1: As Garras do Destino Negro   

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