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 RESIDENT EVIL - Capítulo 5

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MensagemAssunto: RESIDENT EVIL - Capítulo 5   Seg Out 12, 2015 7:40 pm

CAPÍTULO 5



Luís, agora, não passava de um ser horrendo com tentáculos e uma boca enorme capaz de engolir Wander e Edu inteiros. A dupla saiu em disparada pelo corredor, mas estacaram na metade dele. Suaram frio; ficaram amarelo, azul, roxo, cinza. Irrompendo porta afora estava CarníLuís; na outra ponta a figura ameaçadora de Tyrandré se agigantava, ainda mais assustador desde a última vez que Edu o vira.



Ele precisou pensar rápido: puxou Wander pelo braço e, sem titubear, se lançaram pela janela de vidro afora, caindo em cima de vários arbustos.
— Edu, poderíamos ter tentado atirar neles, porra!
— Já cansei de bancar o herói. O lança-foguetes é a melhor arma, mas não há munição extra. Se eu errar, morremos. E o helicóptero está aqui no pátio. Nunca pilotei, mas tive várias horas no simulador, então não creio que seja algo de outro mundo.
— Prefiro dar o fora desse inferno, mesmo que você não saiba pilotar direito. Preciso ver a minha mulher! Não aguento mais ver esses zumbis fi do canso Mariano!
— Shhhhh! — Eduardo ouviu uns sons estranhos vindos de trás do terreno.
Dois segundos depois, três figuras negras surgiram tão velozes como flechas, ávidas para dilacerarem a carne dos dois.


— Não! Não! — a primeira menção de Edu foi chorar. — Eles, não! Meus cachorrinhos. Alguém os transformou...
— ACORDA, EDU! Esses dobermanns vão matar a gente! — Wander, então, não vacilou e fuzilou os cachorros zumbis, acertando cada um dos três com tiros certeiros.
— Você matou os meus bebês! — e apontou a rocket launcher na direção do amigo.
— Surtou, Edu? Eles não eram mais os seus cães de guarda, porra!
Eduardo parou, hesitou, voltou a chorar. Os três cães eram os xodós da família em tempos de férias. Mas no fundo ele sabia que eles não mais o reconheciam. Se Wander não tivesse sido eficiente, tudo teria acabado.
— Desculpa, Wander. — mas antes que pudesse ficar calmo novamente, percebeu que um dos cães não havia sido atingindo mortalmente. Wander estava sem munição e ele não teria tempo hábil para pegar a arma extra que levava nas costas.
Sem que notassem, acabaram seguindo o caminho inverso ao do helicóptero. Precisariam ganhar tempo, mas ao contornarem a piscina se depararam com aquilo novamente: Tyrandré, que se lançou do corredor do 2° andar diretamente para o pátio. E os encarava com persistência. Era diferente dos outros zumbis; aquele ser era completamente racional e malévolo.



Quando tudo parecia perdido e Eduardo era incapaz de raciocinar para apertar o gatilho, eis que algo atingiu Tyrandré com tudo e fê-lo bambear, gritando guturalmente. A criatura, zonza, caiu na piscina, derramando água por todos os lados. O que o havia atingido fora AREIA.
— AMIGOOOS! Cês tão bem? Sabia que minha areia ainda seria útil. — vibrou Gaara, surgindo de uma janela do primeiro andar.
— PORRA! Você salvou as nossas vidas. — Eduardo correu em direção a Gaara e logo lhe deu o fuzil que tinha como reserva, ainda trêmulo.
— Tá certo; aceito a arma. O Shukaku já fez sua parte. Os dois se juntaram a Gaara do lado de dentro, pulando a janela e evitando a mordida do doberman sanguinário que por pouco não arrancou metade da canela de Wander.
Poucos segundos depois, Tyrandré, já recuperado do problema na visão, saiu da piscina furioso. Pegou o doberman zumbi com sua mão titânica e o esmigalhou, como se este fosse feito de merda. Iria trucidar todo e qualquer ser humano ainda vivo naquela mansão.



Daniel ainda continuava no sótão; ouvia de vez em quando ruídos assustadores e muitos gritos que ele reconhecia como sendo de seus amigos. Mas ali em cima estava protegido. Jurava que escaparia incólume de tudo aquilo. Achou alguns pacotes de Pringles e começou a comer, assistindo TV no aparelho velho em preto e branco, cheio de teia de aranha.


Matheus não acreditava no azar que levava naquele instante. Aquela coisa em sua frente era feia, enorme, repugnante e fedorenta. Muito diferente das zumbis nuas que matara pouco tempo atrás.


Mas ele tinha em mãos uma metralhadora impressionante.

— Você é feio, mas não é dois! — e começou a metralhar o ser que antigamente fora seu amigo Bruno.
CenBrupeia se movia rapidamente pelo corredor. Assim, subindo pelas paredes conseguiu evitar a maior parte das rajadas. Contra-atacou com uma de suas garras, mas Matheus foi ágil e conseguiu desviar dela. E partiu para novos disparos, acertando alguns no monstro, que urrou de dor. Mas nenhum deles, novamente, foi um disparo mortal. A centopeia macabra alongou seu ferrão venenoso e atingiu em cheio o peito de Matheus, que derramou sangue pela boca.
— AAAAAH! Isso dói! MAMÃE! MAMAEZINHAAAAA, ME AJUDAAAA! — Ferido, Matheus ainda conseguiu acertar novos tiros de metralhadora no corpanzil de CenBrupeia, mas a coisa asquerosa, mesmo derramando um sangue esverdeado, continuou andando, até parar diante dos pés do indefeso Matheus, já sem munição.
A criatura iria arrancar a cabeça de Matheus com apenas uma mordida. O adolescente loiro fechou os olhos; só queria que sua morte fosse rápida.
— EEEEI, COISA FEIA!
Alguém surgiu no final do corredor e, antes que CenBrupeia pudesse pensar, o incinerou com sua rajada de lança-chamas. Ezequiel, The Flame Man, acendeu um cigarro em triunfo, vendo a centopeia horripilante se encolher, guinchando de dor e morrendo rapidamente.
— De nada, por seu salvar sua vida... — gabou-se Zeq.
— Idiota... — ele ainda conseguiu dizer, ficando cada vez mais apático. — Eu fui picado. Sinto que tô morrendo.
Ezequiel viu que Matheus não mentia. Os olhos iam fechando e mais e mais sangue vertia pela boca, nariz e ouvidos.
— P-por fav-vor, Zeqq... M-me v-
— O quê? — Ezequiel se esforçava para entendê-lo.
Quanto mais Matheus se esforçava, mas sangue perdia.
— V-vingue... a mi... mi… minha… — último fôlego. — morte… — e morreu, sem perceber que Ezequiel, já sem paciência para tentar compreendê-lo, havia ido embora um minuto atrás.
O valente Zeq e sua máquina de queimar havia rasgado um pedaço de pano e feito de bandana. Sempre quis ser como o Rambo e agora parecia com o seu ídolo, com sua faixa na cabeça.


Gaara, Eduardo e Wander já estavam no terceiro andar, correndo cada vez mais depressa. Tyrandré vinha em seu encalce desde o térreo. No meio do caminho, deram cabo em mais duas putas zumbis. Precisavam apenas de alguns segundos para raciocinar e poderem se esconder, a ponto de matarem a criatura com o foguete de Edu.


— Esses caras tão bem aqui embaixo... Vou me manter quieto aqui para não chamar atenção. Com sorte, logo amanhecerá e eles acabarão mandando reforço. Sairei vivo e ileso! — sorria Daniel, triunfantemente.


Foi então que Edu teve uma ideia. Uma arma que trazia consigo e não era tão arriscada quanto um míssil que poderia matar não só Tyrandré, como também a ele e aos amigos.
— Granada...
Tinha duas.
— ABAIXEEEEEM! — Wander e Gaara obedeceram prontamente.
A primeira acabou escapando de sua mão e subiu em uma fenda no teto, passando milimetricamente pela brecha, caindo em um solo de taco desgastado. A segunda foi na direção do alvo, Tyrandré, que tentou se defender como pôde, com seu imenso corpanzil.


— Que barulho é esse? — Daniel procurou coçar os olhos para ver melhor o objeto negro arredondado que acabara de cair ali dentro do sótão. — Será que... — e gelou.
BOOOOOOOOOOOM!!!!!!!!!!!!!!!!!
Duas explosões tomaram conta da mansão. No meio da confusão, o trio conseguiu escapar de Tyrandré, sem querer saber o estrago que a granada havia causado no inimigo. Lá em cima, pedaços de Daniel se espalhavam por todo o sótão. End of line...


— Será que o matamos? — indagou Wander, sem parar de correr.
— Ao menos fizemos um grande estrago nele — indicou Edu.
— Vamos embora para o helicóptero.
A esperança retornava para os semblantes dos três amigos, mas...




CONTINUA







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Eduardo
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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 5   Seg Out 12, 2015 8:22 pm

Precisava ter matado os cuscos? kkkkkk

Teoria da conspiração:
Se o cara resiste a granadas, resiste a lança-chamas e resista a rocket launcher, MAS, se tem rocket laucher e casa, quem sabe um desmoronamento de 3 andares não soterra o Tyrandré (já que um saco de areia deixou ele desnorteado...)

Teoria da conspiração 2:
Quem vai usar o rocket launcher contra Tyrandré?


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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 5   Seg Out 12, 2015 8:48 pm

Gostei qnd usou a expressão canso mariano kkkkk eu e minha esposa rimos pra se acabar, kkkkkkk
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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 5   Seg Out 12, 2015 8:49 pm

Pedra, papel e tesoura, edu kkkkkk
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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 5   Seg Out 12, 2015 10:28 pm

Puts, fui pra vala... Mas agora tem mais esperanca pro pessoal vazar com vida...
Acho q o próximo vai estar melhor ainda...
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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 5   Ter Out 13, 2015 8:26 am

Pois é, vc não morreu em vão. Deixou o CenBrupeia amaciado pro Ezequiel fazer a parte mais fácil. Restam dois zumbis mutantes.
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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 5   Qua Out 14, 2015 3:10 am

pow pior que quando via os filmes do rambo, minha imaginação ia longe, pena o Daniel ser tão azarado assim kkkkkkkk, eu estou ficando um pouco arrogante também, mas ta muito show!!!!!!
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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 5   Qui Out 15, 2015 9:01 pm

E será q não resurjo como mais um zumbimutante? Um up na mistura da cenbrupeia com o dna com hiv? Hahhaahahah
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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 5   Seg Out 19, 2015 9:56 pm

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, eu sabia que a areia iria ajudar de qualquer forma... O Tyrandré deve ser alérgico, se a granada não fez muito estrago podemos armar uma emboscada para ele, o Wander chama a atenção do Tyrandré eu espalho um pouco da minha preciosa areia no corredor e quando o tyrandré escorregar o Edu manda fogo nele com a rocket.

Muito show a história esta de parabéns. Rumo ao 6º capítulo.
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