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 RESIDENT EVIL - Capítulo 1

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MensagemAssunto: RESIDENT EVIL - Capítulo 1   Ter Set 22, 2015 4:27 pm

CAPÍTULO 01

Jarbas segurou o vômito e a pensão despencou. Eduardo também fez cara de nojo, mas a reação não foi a que o subalterno esperava.
— Puta que pariu... Mas que merda que essa velha foi morrer justo hoje. E agora? Como vou correr atrás de alguém pra fazer uma faxina rápida até a festa da noite?
— M-mas, senhor Eduardo, a governanta morreu e não sabemos como. O senhor ainda dará festa?
— JARBAS! — respirou fundo. — Eu passei dois anos me fodendo todo pra concluir esse mestrado. Meu pai cortou seis mil reais da minha mesada só porque as notas não estavam como ele queria, e você acha que vou cancelar a noite mais esperada da minha vida? Reconheço que a Margarida era boa funcionária, mas a gente dá um jeito de esconder o corpo e limpar a casa, só até o fim de semana passar. Depois a gente liga pra polícia e conta que já a achamos morta. — falou, como se tudo não passasse de um jogo.
Jarbas odiava aquele rapaz mais do que qualquer coisa na vida, mas seu pai lhe pagava muito bem para abrir mão daquele salário. Teria que engolir em seco novamente e acatar as ordens do pequeno magnata.

TRÊS HORAS DEPOIS

O helicóptero de Wander finalmente pousara. Ele foi o último a chegar no aeroporto. Todos os demais os estavam esperando; ordens de Eduardo. Ele queria que todos chegassem juntos à mansão; para tal fretou um ônibus executivo. Do aeroporto particular até mansão levaria apenas uns 25 minutos. Nem todos ali se conheciam; Eduardo era o amigo em comum. Zeq e Adir já entraram no ônibus discutindo. Daniel, que ainda se recuperava da traumatizante viagem de helicóptero — tinha pânico de voar —, já estava arrependido de ter aceitado o convite.
— Bah, mas que guria chata, meu.
— O que foi, Matheus? — indagou Wander, ao ver que o amigo acabara de receber outro SMS.
— Essa caralha dessa minha ex. A gente terminou hoje e ela vinha implorando que a gente volte. Já mandou umas 10 mensagens. Não tenho paciência pra isso, velho.
— Hehehe! Já eu tô morrendo de saudade da minha fofuxinha.
— Que patético, Wander. E não vai aproveitar a cacetada de puta que o Edu contratou?
— Não, não. Vim pela amizade mesmo. Pro churrasco, piscina e tal. As mulheres eu deixo com você; afinal, já tenho a minha.
— Cê que sabe... E pensou: que perdedor...


Conversaram bastante durante o percurso. Em pouco tempo, o ônibus já chegava no imenso terreno da mansão. E tudo estava um brinco. Eles ficaram maravilhados com a riqueza daquele lugar. Wander já pensava na quantidade de coisas que poderia levar de volta pra casa; Lukas já estava enjoado de tanto ir ali (afinal, Edu e ele cresceram juntos no interior do Rio Grande do Sul); Matheus só pensava nas putas; Daniel, na viagem de helicóptero; Adir e Zeq ainda discutiam; Bruno estava sério e pensativo; Luís queria saber se tinha academia dentro da mansão e Gaara tinha medo que Kisame surgisse do nada se houvesse uma piscina.


LÁ DENTRO
— Essa equipe de limpeza que você contratou me saiu melhor que a encomenda, Jarbas. Deram chá de sumiço no corpo e ainda deixaram a mansão tinindo. Meus amigos acabaram de entrar. Só o que me irrita é que não vi o Bambie. Será que foi ele quem matou a Margarida? Aquele assassino... E deixou a piscina suja. Assim que ele voltar, comunico ao meu pai e já encaminho a demissão dele.
— C-como o senhor quiser, senhor Eduardo.
Não demorou muito e todos os amigos de Eduardo irromperam porta adentro. Ezequiel era, de longe, o mais festivo. Subiu a escada correndo, quis conhecer cada cômodo daquele suntuoso lugar. Já o irmão, Adir, subiu pelo elevador. Sair do porão para o sótão representava quatro andares; era excelente poder ter um elevador dentro da própria mansão. E claro que os Possebon tinham um exclusivo, que levava até a suíte master.
— Edu, eu tô morrendo de dor de cabeça. Posso me deitar em algum dos quartos? — quis saber Daniel.
— Claro! No andar de cima, corredor B, é onde ficam os quartos de hóspedes. Pode pegar qualquer um.
— Valeu! — e subiu, já imaginando a viagem de volta naquela geringonça voadora.
— Puta cara chato esse teu amigo, Edu. Ele e aquele Bruno. Passaram a viagem inteira calados, sem interagir com ninguém — resmungou Adir, depois que o carioca subiu para seu quarto.
— Eles são mais sérios mesmo. Aliás, desde que conheço o Bruno, e faz tempo, ele nunca sorriu. Diz que odeia piadas, pessoas e não é de confraternizar.
— Afffffff! O negócio é festarrrrrr, mano! Hoje eu vou me acabar aqui com a mulherada. — Adir juntou-se ao irmão, procurando coisas na cozinha e até mesmo tentando descobrir onde era o quarto de Edu.
O dia seria longo e exaustivo e a noite, para eles, seria de luxúria e depravação. Mas Jarbas sabia que a morte de Margarida e o sumiço de Bambie não podiam significar coisa boa. Tinha um péssimo presságio.


O ANOITECER
— Poxa, Edu, pena que a piscina tá tão suja. Tá calor pra caramba... — Matheus havia trazido a sunga e estava doido para ganhar uma cor.
— Acontece que o limpador de piscinas resolveu sumir justamente hoje. Mal sabe ele que já tá no olho da rua.
— Você faz bem. Meu pai só tem uma empresa, a farmácia, mas funcionário folgado tem mais é que ir pra rua mesmo.
— Isso mesmo, tchê!
— O Daniel continua dormindo e o Bruno ainda não saiu do Xbox, Edu — disse Lukas, voltando da tarefa de acordar os únicos que ainda não estavam lá fora na churrasqueira.
Eduardo não poupou despesas. Contratou dois churrasqueiros profissionais e um terceiro funcionário para ser o DJ. Seu contato já dissera que as prostitutas de luxo já estavam para chegar. A noite devassa finalmente iria começar.
— Gaara, joga esse cantil de areia fora, guri! As mina não vão dar pra alguém segurando areia e achando que é um personagem de anime! — vociferou Wander.
— Me deixa em paz, Wander. Vai lá pentelhar o Luís, que não sai da academia.
— Ele ainda tá malhando? — surpreendeu-se Edu.
— Ainda.
— Esses caras são uns jaguara mesmo, hein! Problema deles; sobra mais mulher pra gente.
Eduardo gesticulou com a mão. Acabava de receber uma ligação. Fez silêncio, sorriu e desligou. Virou-se para os amigos e gritou:
— Elas já estão no portão, macharada! É HOJE!
Os gritos tomaram conta da casa. Daniel acordou, atordoado. Bruno, finalmente, largou o videogame. Mesmo Matheus, que não parava de incomodar os garçons, pedindo picanha e linguiça suína, A ex chata tinha acabado de mandar outro SMS e ele, possuído de raiva, jogou o aparelho dentro da piscina.



Uma hora se passou desde que as moças chegaram na mansão. Eduardo foi buscar as putas mais voluptuosas, lascivas e belas de Santa Catarina. Tinha mulher pra todo gosto: branca, negra, oriental, ruiva, morena, alta e baixa. Adir e Zeq já estavam no mesmo quarto, cada um com uma garota. Bruno se deu bem com a japonesa de seios fartos; Eduardo estava trancado na suíte máster com gêmeas idênticas; Lukas, no quarto ao lado, com uma indígena, tentando vencer a timidez; Gaara tentava explicar que a areia que ele tinha no cantil era uma areia especial e que eles estavam a salvo com ela — a garota já estava farta daquela conversa. Não foi de se surpreender que Luís havia levado a mais musculosa para a academia e lá faziam de forma selvagem. Matheus estava paralisado diante da volúpia da negra insaciável que ele havia arranjado. Somente Wander estava sozinho, compensando a falta de sexo com muita carne, conversando sobre o casamento com os churrasqueiros, que só pensavam no dinheiro que iriam desembolsar.
Daniel, já recuperado da dor de cabeça excruciante, desceu no elevador, a fim de chegar até o quintal e comer um pouco de churrasco. Mas desceu um andar a mais, indo parar em lugar muito escuro — o porão.
— Mas que merda. Tô desnorteado ainda.
Contudo, quando pensava em apertar o botão e subir de novo, uma pessoa apareceu, do nada.
— Me ajuda, por favor!
Levou um susto, mas depois viu que o homem tinha um grande ferimento no braço, do qual vertia muito sangue.
— Me chamo Bonnie Clyde de Souza. Sou o limpador da piscina. Você precisa... — tomou ar. A ferida doía muito. — Acreditar em mim. Aconteceu um acidente em toda a região. Fui mordido, mas consegui sobreviver, me escondendo no porão. Minha amiga Margarida se transformou em um deles e tive que decapitá-la.
— O quê? Cara, você deve ter tomado uma cachacinha a mais, irmão.
— NÃO! Você precisa me ajudar! Esse bairro não é mais seguro. Onde está o meu patrão?
— Acho que na piscina.
— Ótimo! Vamos lá falar com ele. Precisamos fugir o quanto antes.
— Fugir? Cara, para de palhaçada. Eu vou falar com o Edu pra ele te levar num médico, isso sim!
Bonnie pegou Daniel pelo pescoço; seu semblante era de terror. Disse que não estava de brincadeira e que todos ali estavam em perigo. Para não acabar sendo morto por um alguém visivelmente louco, Daniel entrou com o limpador de piscinas no elevador e foram juntos até onde parte da festa acontecia.


I feel so close to you right now, now, nooow!

Wander brindava pela grande noite, regada a muita picanha, linguiça, coração e asinha. Mas mulher que é bom... A taça de champagne era a única presença do gênero feminino. Mas logo Luís, voltando da academia ainda suado pela surra que levou da puta atlética, juntou-se a ele.
— O negócio foi bom, hein, Luís...
— Cara, que mulher é aquela!? Afff! E eu que achava que sabia de sexo. Até soco na cara eu tomei. Mas tá valendo.
Foi então que apareceram as duas figuras. Wander forçou a visão para conseguir ver. Um ele sabia quem era, mas e o outro?
— Você também trouxe um convidado, Daniel?
— Não. Achei esse cara escondido no porão, com um ferimento horrível no braço. Parece ter sido mordido por um lobisomem — disse, exagerando.
— Onde estar a andar o menino Eduardo, pá? Aquele gajo e vocês correm perigo.
— Ih, o criado é portuga, hahahaha! — Wander, visivelmente embriagado, desandou a rir e só parou porque caiu dentro da piscina. Como não sabia nadar, foi ajudado por Luís.
Bonnie não queria saber mais de conversa fiada. Começou a berrar pela mansão. Chamava o nome de Eduardo e dizia que todos iriam morrer. Falava e levava as mãos ao braço ferido e dolorido. Depois de tanto estardalhaço, Eduardo desceu, ainda de roupão de seda, transtornado com a algazarra, ainda mais quando viu a figura de Bonnie, a quem ele tanto procurou.
— Seu incompetente de merda, você ainda tem coragem de vir aqui? Não limpou a porra da piscina e ainda matou a Margarida à sangue frio! Vou chamar a polícia, infeliz!
Quase todas as putas, espalhadas pela casa, e seus respectivos parceiros, saíram dos quartos, ouvindo a confusão.
— Você não entende, oh pá! Aqueles químicos fizeram algum experimento ontem que saiu errado. Tinha uma nuvem roxa no ar. E depois disso... Nós vimos. Eu, a Margarida, o Lauro, que limpa o jardim. Nós vimos pessoas correrem de lá... — ele falava e o pânico era evidente.
— E o que tem de errado em as pessoas correrem depois que houve uma explosão? Você queria o quê, portuga demente? — ironizou.
— Eles corriam de outras pessoas! — bradou. — Mas depois nós descobrimos que não eram mais pessoas. Eram como... como...
— Como o quê? — Gaara parecia ser o que mais acreditava naquilo tudo.
— Zumbis... Nós fomos ajudar um deles, sem saber, e ele mordeu a Margarida. O sangue dela jorrou no portão, mas nós conseguimos fechá-lo a tempo, antes que outras pessoas entrassem aqui. Mas algumas horas depois a Margarida foi ficando doente, vomitando, sentindo muitas dores. E morreu.
— Zumbis? Hahahaha! Jarbas, chame algum segurança pra tirar esse imbecil completo da minha casa.
— Quem é Margarida? — quis saber Gaara.
— Não tive escolha senão arrancar a cabeça dela com a foice, porque ela me deu essa mordida e tentou me matar — mostrou a marca.
Eduardo não sabia se tinha mais raiva pela história contada ou se ria daquelas bobagens. Foi pedir carne aos churrasqueiros, tentando esquecer aquelas bobagens. Foi quando percebeu que Bonnie, a quem ele chamava de Bambie, estava no chão, se contorcendo de dor.
— Você tá legal? — Gaara se aproximou.
Não houve resposta. Jarbas, muito religioso, estava preocupado com aquilo tudo. Por mais louco que a história pudesse ser, a forma como o corpo de Margarida foi encontrado e o sangue no portão batiam com os relatos do limpador português.
— Gente, ele não tá respirando. Acho que morreu — disse Bruno.
As prostitutas começaram a gritar. Em pânico por verem alguém surgir do nada e morrer na frente delas. Eduardo pedia calma.
— Falo com os melhores homens do meu pai e sumimos com o corpo, como fizemos com o da Marg... — e viu que falou demais.
— Você sabia dessa Margarida, Edu? — questionou Lukas.
— Eu-eu... Claro que não!
Alguns dos amigos começaram a questionar Eduardo, tentando colocá-lo contra a parede para roubar-lhe a verdade. Lukas era o mais exaltado. Enquanto tudo aquilo acontecia, Jarbas se aproximou mais do corpo de Bonnie, achando tê-lo visto se mexendo. Eduardo e sua turma se voltaram para trás quando ouviram Jarbas gritar a plenos pulmões. Um jato de sangue jorrava da jugular do criado, ao mesmo tempo em que o cadáver de Bonnie se levantava: os olhos totalmente brancos, dentes mais amarelados e o pedaço de carne arrancado de Jarbas sendo mastigado com vontade.
— Puta que pariu, a história do zumbi era verdade! — falou Gaara, engolindo seco.




CONTINUA
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Wander

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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 1   Ter Set 22, 2015 9:09 pm

não vou comer ninguem. vish kkkkkkkkkkkkk
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Eduardo
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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 1   Ter Set 22, 2015 9:20 pm

Vai ser comido só Razz

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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 1   Qua Set 23, 2015 12:08 am

Smile Smile Smile CARA ESSE EDUARDO, MUITO LOKO. TA MUITO LEGAL CARA, MUITO SUSPENSE AINDA MAIS TENDO QUE ESPERAR O PROXIMO CAPITULO No No No No
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Eduardo
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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 1   Qua Set 23, 2015 12:22 am

Altamente estranho e suspeito:

" Eduardo pedia calma. "

Eu deveria estar preocupado com a zona que estava, estou sabendo de algo mais...

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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 1   Qua Set 23, 2015 2:00 am

Maluco será que só eu acreditei em Bambie? Rapaz a história está um espetáculo, meus parabéns!!! Não vejo a hora do próximo capítulo.
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MensagemAssunto: Re: RESIDENT EVIL - Capítulo 1   

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RESIDENT EVIL - Capítulo 1
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